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Doma Inicial
 

      O adestramento de um cavalo é a base para a formação de qualquer modalidade eqüestre. Uma doma ruim destrói qualquer genética de campeões. Se observadas as qualidades naturais do animal, a doma (ou adestramento) deve levar em consideração as aptidões do cavalo que se quer domar. Nem sempre um filho de campeões pode ser um campeão na mesma modalidade. Existem os campeões natos, aqueles que nascem com o “quê” a mais, que os torna tão diferentes ou superiores aos seus concorrentes.

     

      Ao selecionarmos um animal para competições, devemos observar, além da genética, da desenvoltura (comodidade, estilo, apoios, regularidade, etc.), se o animal tem aptidão para a modalidade escolhida. Se ele se exercita naturalmente.

     

      Esse fator é bastante influenciado pelo tipo de doma que o animal recebeu e que vai influenciar na psicologia e no comportamento durante o trabalho/prova.

     

      Em resumo: filho de campeões com péssimo manejo=desastre

     

     

      O adestramento é dividido em: doma de cabresto, doma baixa (com guia), doma de sela (montaria) e doma avançada (aqui definimos a doma especial para a modalidade escolhida).

     

      O adestramento de cabresto tem início precoce, oficialmente por volta dos 5 a 6 meses dependendo da desmama e da calma do potro. O ideal é iniciar o cabresteamento um pouco antes da desmama, com o mínimo de stress possível, conduzindo o potro junto à mãe, sendo possível depois de uma ou duas semanas, conduzi-lo sozinho, lenta e cuidadosamente, ensinando-o a responder aos comandos do cabresto (puxar delicadamente). Esta fase é bastante delicada. Um erro severo cometido durante esta etapa pode refletir o resto da vida do animal, causando problemas de comportamento. Após a fase inicial de adestramento, inicia-se a fase de condicionamento leve no redondel onde o potro aprende a rodar para a esquerda e para a direita, seguindo o comando da guia. Nesta fase começamos a perceber as oscilações de temperamento do animal durante o treino, os exercícios que mais gosta e os que não gosta. Isto fará diferença na hora de escolher uma modalidade. Vejam: um animal que adora galopar em três tempos, não liga para barulho e gosta de crianças ou adultos (dois ou três) nas suas costas, além da movimentação geral, viria a ser um bom cavalo para volteio, calmo, mas sem perder o brilho. Já um animal que é brioso, líder e hábil pode servir para baliza, tambor, mas não para dressage, por exemplo. De qualquer modo o temperamento de um animal pode mudar durante a vida, mas não a sua essência, que foi lapidada durante a doma inicial.

     

     

     

Deanna Buono é colaborador do nosso site desde 05/11/2005 e já possui 11 publicações em nosso Portal nas categorias: Rédeas, Crônicas, Doma, Saúde e Genética
  Todas as publicações de Deanna Buono
  Rédeas
   28/12/2005 - As Manobras da Prova de Rédeas
   05/11/2005 - O que é rédeas
 
  Crônicas
   16/10/2008 - A ORIGEM DO CAVALO MODERNO:
   12/11/2007 - O Gaúcho, e sua História
   12/11/2007 - Os tropeiros e o caminho das tropas
   22/06/2006 - Cavalo de Esporte e Stress
   22/05/2006 - Preservação genética do Pantaneiro e do Gaúcho
 
  Doma
   28/06/2006 - A Arte de Domar
   22/06/2006 - Doma Inicial
 
  Saúde
   22/06/2006 - Nutaliose
 
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   20/05/2008 - Filogenia de Eqüinos
 
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