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Filogenia de Eqüinos
 

     Filogenia é Ciência que estuda as relações de parentesco entre as espécies da atualidade. Para se estudar a filogenia de um grupo, podemos usar o método cladístico fundamentado em uma vasta gama de caracteres, como por exemplo: A morfologia, DNA, fisiologia, entre outros. Geralmente um bom estudo utiliza-se de vários caracteres, procurando um agrupamento o mais parcimonioso e natural possível.

     A filogenia nos permite conhecer melhor as espécies hoje existentes seja quanto as suas características ou relações de parentesco com outras espécies viventes ou fósseis. Permitindo desta forma, um melhor conhecimento da história natural do grupo estudado.

     Peguemos o exemplo do cavalo doméstico Equus caballus, ao estudarmos suas características, sua história natural ficamos mais aptos a melhorar o seu manejo.

     A família dos cavalos, chamada de Equidae, compreende apenas um único gênero, representado por sete espécies muito próximas conhecidas (Bush et al. 1977; Ryder et al. 1978). A origem paleontológica deste gênero é bastante conhecida e bem documentada e acredita-se que sua diferenciação nas espécies hoje conhecidas tenha ocorrido há cerca de 3 a 5 milhões de anos (Simpson 195 1; Lindsay et al. 1980).

     

     Ao estudarmos a variabilidade genética de uma população de cavalos podemos compreender melhor a consangüinidade que pode ser útil numa quantificação das análises filogenéticas desse grupo.

     Muitos dos conceitos conhecidos estão mudando por causa da classificação adotada pela filogenia. O que antes poderia ser duvidoso, acabou se tornando melhor compreendido através das análises filogenéticas embasadas em evidencias do DNA. Quando comecei este artigo, eu acreditava que algumas das raças posteriormente citadas eram próximas, para meu espanto, ao levantar dados atuais em vários artigos oriundos de centros de pesquisas famosos como a Universidade do Texas-EUA; Universidade de Pznãn-Polônia; Soiedade Zoológica de San Diego-EUA entre outros; notei que muitas eram completamente distantes e outras muito mais próximas do meu conhecimento atual.

     Vários criadores, falam e comentam sobre a origem dos cavalos. Ao conversar com alguns criadores do cavalo Bretão, sempre aprendi que o Belgian, uma raça de tração que conheci nos EUA e muito parecido com o Breton, fosse seu parente próximo. Outras raças que sempre acreditei serem muito próximas são o Mangalarga marchador e o Mangalarga propriamente dito. Ao iniciar o estudo para este artigo, descobri, que eu, assim como muitos criadores, estamos aparentemente enganados: Segundo Iwañczyk et al. (2006) da universidade de Poznañ, Polônia e da A&M University do Texas, o Mangalarga marchador é mais próximo do Campolina do que do Mangalarga e este mais aparentado com o Pantaneiro (que eu imaginava ser próximo aos rústicos e notáveis Cavalos crioulos). Segundo estes pesquisadores, o Breton, está mais próximo do Posavina e do Cavalo Pesado da Polônia do que do Belgian, que por sua vez é uma linhagem muito próxima do Percheron (fig.2). Levando-se em consideração que dados moleculares de DNA são de grande aceitabilidade pela comunidade científica da atualidade só posso sugerir que precisamos repensar nosso conceitos e acompanharmos as pesquisas. Segundo Groves e Willoughby (1981), a controvérsia reside em observar a relações filogenéticas dentro da família dos eqüinos, pois muitas dessas controvérsias surgem ao estudar-se a morfologia dentária dos espécimes. Mesmo assim podemos dizer que a família dos cavalos possui abundante evidência fóssil que podem ser usadas para ilustrar sua evolução morfológica.

     A dúvida é: O que devemos pesar mais? Apesar de os testes com DNA serem muito bem aceitos, podemos nos dar o direito de excluir as características morfológicas e similaridades para classificarmos as diversas "raças" criadas e desenvolvidas pelo Homem? Seriam estas "raças" diferentes a ponto de as consideramos novas espécies? E cada população com suas características uma espécie diferente?

     Enfim restam ainda muitas dúvidas a serem respondidas no futuro e com o avanço das tecnologias de análise, podemos pelo menos nos permitir conhecer melhor cada grupo e suas características, utilizando esses conhecimentos para nos aperfeiçoarmos no manejo destes animais, cuja admiração é fato mundial.

     

     

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Deanna Buono é colaborador do nosso site desde 05/11/2005 e já possui 11 publicações em nosso Portal nas categorias: Rédeas, Crônicas, Doma, Saúde e Genética
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