Os cavalos desempenham e auxiliam em diversas atividades sócio econômicas de grande importância em nosso país, desta forma não podia ser diferente na região oeste paranaense, onde a produção pecuária tem participação importante na economia regional. Desta forma, o objetivo deste artigo é trazer algumas informações e idéias sobre a situação do mercado eqüestre na região oeste do Paraná.
A região oeste paranaense tem como característica principal, a produção agrícola com uma diversidade de produtos, porém a pecuária de corte desenvolvida na região e principalmente a cultura gaúcha trazida pelos primeiros colonizadores, trouxe também o fascínio pelo cavalo. Além do forte turismo desenvolvido que merece destaque, pois é um ramo que apresenta um grande potencial a utilização de cavalos.
Atualmente a produção eqüina na região concentra-se principalmente em alguns poucos criadores e muitos proprietários, no qual as raças de maior destaque são Quarto de Milha, Crioulo, Lusitano e Brasileiro de Hipismo, não sendo esta a ordem de maior importância. Havendo principalmente um aumento considerável na procura de animais da raça Crioulo e cruzamentos com Quarto de Milha.
Devido às raças predominantes na região podemos confirmar que as modalidades eqüinas mais praticadas, são principalmente provas de baliza, tambor, laço (comprido, TeamRoping). Porém observa-se um aumento considerável principalmente por novos adeptos a eqüideocultura, devido à participação em cavalgadas e enduros, muito praticada por proprietários que procuram lazer em família.
Algumas cavalgadas já são realizadas e merecem destaque, pois levam mensagem de preservação ambiental como foi o caso da “cavalgada cultivando água boa” e a “cavalgada da costa oeste”. Provas oficiais de enduro ainda não foram relatadas na região. Este tipo de modalidades é muito interessante, pois atraem novos proprietários e participantes.
Devido a estes tipos de práticas eqüestres a região tem crescido consideravelmente no mercado eqüino, trazendo para a região investidores, com visões empreendedoras assim como novos criadores, técnicos especializados e treinadores.
A produção eqüina na região em destaque é muito semelhante à desenvolvida em nosso país, predominando animais em regime de pasto, com alguns animais sendo alojados em baias individuais, principalmente garanhões e aqueles destinados a competições.
A alimentação destinada a estes animais, baseia-se em volumosos fornecidos de forma “in natura” destacando se principalmente o capim elefante, os pastos nativos, a gramas estrela e também pastagens de Tifton e Coats Cross; sendo que estes também são utilizados para a produção de feno, nos quais, apresentam bons valores nutricionais na região, sendo facilmente encontrados fenos com teores de Proteína Bruta acima de 11% na matéria seca. Além dos fenos de tifton e coast cross, existe a produção de feno de alfafa, também com bons valores nutricionais, bons aspectos visuais e com valores acessíveis. Com relação aos fenos, a região produz quantidades consideráveis assim disponibilizando para outras regiões do estado.
Ainda dentro deste contexto, devido a região ser grande produtora de cereais, alimentos convencionais e subprodutos agroindústrias, no qual são facilmente encontrados, sendo possível a realização de dietas para a alimentação dos eqüinos, e ainda vale ressaltar a presença de uma gama de revendedores de rações comerciais especializadas.
Com relação a presença de técnicos especializados, podemos destacar que na região já foram realizados trabalhos científicos em parceria com instituições de ensino superior, procurando o conhecimento de assuntos relacionados a produção eqüina como “Utilização de subprodutos agroindustriais na alimentação de eqüinos” e “Parâmetros fisiológicos de eqüinos em atividade física recebendo alimentos energéticos”.
Como muitos cavalos presentes na região destinam se principalmente para competições e trabalho com gado, a vinda de técnicos especializados e treinadores, tem crescido consideravelmente; atualmente tem se notícia que alguns profissionais do meio, estão dispostos de forma estratégia na região.
Merecendo um destaque com relação à criação e presença de animais da raça crioulo na região oeste do Paraná, e com grandes expectativas de aumento deste rebanho a vinda de novos animais (oito éguas de excelente morfologia e funcionalidade) do Rio Grande do Sul, marcaram este início de aumento e desenvolvimento da raça na região.
Aliado a todas estas informações e aspectos relacionados à Eqüideocultura, novos criadores tem procurado se estabelecer na região, com intuito de realizar suas criações e comercializar animais em outros centros comerciais.
Desta forma, a eqüinocultura desenvolvida na região oeste paranaense vem crescendo, podendo surgir a abertura de novos mercados e “nichos consumidores”, sustentado pela presença de animais com ótimas qualidades, infra-estrutura e pastagens com bons valores nutricionais, técnicos e profissionais qualificados.
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É autora também deste texto:
Paula Konieczniak
Aluna do Curso de Zootecnia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, Campus de Marechal Cândido Rondon – Paraná.
paulakonieczniak@hotmail.com